Na coleção, apenas existe parte de uma peça do século XIII: o pé filigranado desta caldeirinha que reaproveita uma base de cristal. No séc. XVI é-lhe acrescentado o aro (onde se inserem cinco camafeus romanos que alternam com pedras preciosas), os reforços do corpo de cristal e a asa, a mando de D. Catarina d’ Eça, Abadessa do Mosteiro do Lorvão. No hissope, os anéis de prata dourada que unem os segmentos de cristal e o remate superior também são do século XVI.
O cristal de rocha foi muito usado para presentes régios na Idade Média, pois era tradicionalmente tido como detetor de venenos misturados nos líquidos.