Ao séc. XIII pertencem a maioria das lápides funerárias com inscrição gótica, sendo no entanto o séc. XIV o grande período desta expressão plástica. Aplicadas nas paredes interiores das igrejas medievais, especialmente nas capelas funerárias particulares, distinguem-se pela presença de figuras iconográficas esculpidas em baixo-relevo, de caráter arcaizante, com a presença tutelar da Virgem (ou de Cristo, no caso do Calvário) e, frequentemente com a representação do próprio comitente. Produzidas pelo atelier de escultores góticos de Coimbra, constituem, apesar de tudo, uma tipologia pouco difusa em Portugal.