António Augusto Gonçalves nasceu em Coimbra em 1848 tendo aqui vivido até 1932, data da sua morte. Aos 30 anos fundou a Escola Livre das Arte do Desenho que desempenharia uma ação marcante na vida artística da cidade, muito além do seu tempo.

Mais tarde foi conservador do Museu de Arte Industrial, de iniciativa camarária, reorganizou o Museu de Antiguidades do Instituto de Coimbra e, finalmente, fundou o Museu Machado de Castro que pôde inaugurar em 1913. Permaneceu na direção do Museu até 1929. Verdadeiro apóstolo da educação pela arte, tornou-se infatigável na busca e recolha de espécies ilustrativas da produção artística do país. Espírito irrequieto, combativo e independente, elegeu a imprensa como arma privilegiada de intervenção.