O criptopórtico romano

Ocupa o Museu um conjunto de edifícios que, ora sobrepondo-se ora erguendo-se lado a lado, são um vasto repositório das marcas deixadas, ao longo de dois mil anos, pela evolução da cidade e da residência episcopal sediada, desde cedo, neste lugar (fig. 1).

Situado num ponto intermédio da colina, na convergência de dois relevos, acentuados por fundas depressões correspondentes a antigas linhas de água, assenta o conjunto numa plataforma sustentada por um imponente pódio.

Trata-se do criptopórtico que, em meados do séc. I, a administração romana ali erigiu para suporte do edifício que então passou a constituir a sede, por excelência, da vida política, administrativa e religiosa de Aeminium – a Coimbra romana.

A construção do forum vem coroar a execução de um plano gradual e profundo de renovação urbanística e arquitetónica do oppidum indígena, iniciado ao tempo de Augusto, o primeiro imperador e pacificador da Península Ibérica.

Este plano faz parte de um processo de promoção do oppidum a quem os conquistadores conferem o estatuto de sede de uma nova circunscrição político-administrativa romana, inserida num contexto mais vasto de organização e de controlo efetivo do território lusitano.

Um marco miliário encontrado na Mealhada, datado de Calígula, indicando a distância de doze milhas, prova que, à época, Aeminium era de facto capital de civitas.

O paço episcopal, visto de poente dominando a encosta.

1.O paço episcopal, visto de poente dominando a encosta.

Galeria sul do piso superior do criptopórtico romano. Aberto ao público em 1972.

2.Galeria sul do piso superior do criptopórtico romano. Aberto ao público em 1972.

Enfiamento de celas ligando as galerias norte e sul do piso superior do criptopórtico.

3.Enfiamento de celas ligando as galerias norte e sul do piso superior do criptopórtico.

Escada ligando o criptopórtico ao nível do forum e da rua. Descoberta em 1993.

4. Escada ligando o criptopórtico ao nível do forum e da rua. Descoberta em 1993.

Interior da cloaca maxima cavado em degraus no sub solo rochoso.

5. Interior da cloaca maxima cavado em degraus no sub solo rochoso.

Fontenário público romano adossado à fachada oeste do criptopórtico. Descoberto em 2003.

6. Fontenário público romano adossado à fachada oeste do criptopórtico. Descoberto em 2003.

Porta da cerca medieval do Paço, restaurada por Vergílio Correia, 1935.

7. Porta da cerca medieval do Paço, restaurada por Vergílio Correia, 1935.

Varanda quinhentista atribuída a Filipe Tércio.

8. Varanda quinhentista atribuída a Filipe Tércio.

9. Igreja seiscentista de S. João de Almedina.

Fase neo-manuelina do bloco norte do Paço. Trabalhos da sua adaptação promovida por V. Correia, 1930-1932.

10. Fase neo-manuelina do bloco norte do Paço. Trabalhos da sua adaptação promovida por V. Correia, 1930-1932.

Salão do Paço utilizado como primeiro espaço expositivo do Museu, 1913.

11. Salão do Paço utilizado como primeiro espaço expositivo do Museu, 1913.

Alteração do telhado para iluminação zenital da sala de pintura contígua ao antigo salão episcopal.

12. Alteração do telhado para iluminação zenital da sala de pintura contígua ao antigo salão episcopal.

Portal de S. Tomás, montado no exterior do Museu em 1933-35.

13. Portal de S. Tomás, montado no exterior do Museu em 1933-35.

Aspeto das obras realizadas na década de 40 nas fachadas sul e poente do Museu.

14. Aspeto das obras realizadas na década de 40 nas fachadas sul e poente do Museu.

Montagem do claustro pré-românico,nos anos 40, no local de origem.

15. Montagem do claustro pré-românico,nos anos 40, no local de origem.

Escadaria de ligação interna dos dois pisos do Museu, na segunda metade do séc. XX.

16. Escadaria de ligação interna dos dois pisos do Museu, na segunda metade do séc. XX.

Capela do Tesoureiro (séc. XVI) inserida no pátio norte do Museu, em 1967.

17. Capela do Tesoureiro (séc. XVI) inserida no pátio norte do Museu, em 1967.

O desenvolvimento económico que a Lusitânia conheceu, sobretudo no sul, durante a época de Cláudio e os benefícios concedidos por este imperador aos indígenas, incluindo o acesso à cidadania romana, explica, provavelmente, a datação do forum em meados da primeira centúria como os materiais, encontrados em associação com as fundações do criptopórtico, permitem atribuir-lhe.

A escolha do lugar para sua implantação não terá sido aleatória, pois esse imenso pódio constituiria, no seio da malha urbana de Aeminium, um elemento de particular destaque arquitetónico e significado ideológico, uma vez que sobre ele se situava o principal centro cívico.

Ao optar pela construção de um sistema de galerias – e não pela acumulação de um volumoso aterro – para obter o necessário embasamento, o arquiteto conseguiu, ao mesmo tempo, ganhar mais espaço coberto de circulação associado, funcionalmente, às atividades desenvolvidas no forum, na medida em que, se algumas áreas poderiam ter servido para arrumos vários, outras poderiam destinar-se mesmo ao livre passeio de todos aqueles que as procuravam, na perspetiva de desfrutar, sobretudo nos dias em que os rigores estivais eram mais intensos, de um ambiente de penumbra e das particulares características térmicas do edifício (fig. 2).

O criptopórtico é formado por dois níveis sobrepostos de galerias abobadadas: o piso superior desenvolve-se em função de duas galerias acopladas em forma de pi (¶) e unidas também transversalmente por um conjunto corrido de sete celas retangulares (fig. 3) que se abrem para o exterior – ao longo da fachada principal – através de frestas de iluminação e ventilação; o piso inferior circunscreve-se a uma galeria disposta transversalmente em relação a uma outra série de sete celas intactas – mas mais altas e espaçosas que as do piso superior – que comunicam entre si por passagens estreitas e abobadadas. As paredes interiores das galerias, pontuadas no piso superior por alguns lucernários e delineando a espaços pequenas exedras, são construídas por grandes silhares talhados em calcário local e assentes quase sempre a seco; a argamassa, bastante consistente, encontra-se profusamente aplicada no enchimento das abóbadas que cobrem amplos espaços; os arcos dos vãos entre galerias são formados por aduelas ou por tijolos colocados em cunha; os pisos – empedrados após a escavação – estendiam-se térreos por todos os espaços interiores.

Os dois níveis de galerias comunicavam entre si através de dois lanços de escada situados em locais opostos, no lado ocidental do edifício, enquanto que o acesso do piso superior à área do forum ou ao exterior – onde as duas ruas principais da cidade se cruzavam – se fazia por lanços de escada situados no quadrante sueste do edifício (fig. 4). No seu conjunto, a estrutura do criptopórtico destaca-se, essencialmente, pela robustez da construção e pela sóbria elegância da articulação dos espaços com os níveis de circulação.

Em função do conjunto de elementos construtivos de que dispomos, o forum parece corresponder, pelo menos numa fase inicial, ao esquema arquitetónico em que a atividade religiosa se centralizava em torno de uma capela do culto imperial (aedes Augusti) ocupando uma ábside localizada, axialmente, num dos lados maiores da basilica que fechava a praça, a norte. No interior desta basilica – atestada, aliás, por uma árula consagrada ao respetivo Génio protetor – encontrar-se-ia um ciclo estatuário júlio-claudiano, do qual fariam parte as cabeças de mármore de Agripina e, talvez, de Lívia, achadas no entulho do criptopórtico, reforçando a forte carga ideológica ao serviço do Principado, que o espaço reflete. Ladeando a capela axial, que poderia também constituir a sede do tribunal onde se julgavam todas as causas que se encontravam sob a alçada jurisdicional dos magistrados locais, encontrar-se-iam ainda pequenos espaços reservados a outras tarefas públicas de índole administrativa. Assim sendo, o conjunto do edifício basilical assumiria uma posição de destaque ao congregar as principais atividades político-administrativas e religiosas do aglomerado urbano.

Por sua vez, os restantes lados da praça central do forum seriam rodeados por uma cintura porticada, comunicando com o exterior do edifício a nascente, através da porta de acesso principal ao forum, e abrindo-se totalmente para poente de modo a explorar, do ponto de vista cenográfico, as potencialidades da vasta paisagem marcada pelo curso do Mondego. Aliás, a posição topográfica e a considerável altura que esta fachada atingiria, ultrapassando mesmo os 20 metros – o que a tornou, seguramente, numa das fachadas romanas mais altas da Hispânia – constituíram desde logo dois fatores que, conjugados, projetariam a imagem deste edifício à distância, assumindo-se na nova paisagem cultural que então se formava como um ponto de referência da nova ordem instituída. A ideia de poder e solidez é, inequivocamente, a característica que mais impressionaria os viandantes quando, ao longe, o contemplavam ou quando o admiravam ao entrarem na cidade pelo lado ocidental.

Se seguissem este trajeto, que desde poente subia o morro em direção ao forum, percorreriam uma das principais artérias da cidade – o decamanus maximus – que hoje ainda se reproduz de alguma forma no atual arruamento que se inicia na porta da Almedina, passa por Quebra-Costas e termina com a Rua Borges Carneiro, cruzando-se então com um outro importante eixo viário romano – o cardo maximus – que atravessava de norte a sul a cidade, num traçado aproximadamente retilíneo que a Couraça dos Apóstolos perpetua.

Sob o decumanus e parte do criptopórtico, corria a principal conduta de esgoto da cidade em direção ao rio (fig. 5), recolhendo as águas das chuvas, dos grandes edifícios públicos e das habitações. Escavações recentes puseram a descoberto esgotos secundários ligados àquela cloaca maxima.

A dimensão do esgoto a oeste do Beco das Condeixeiras é suficiente para responder às descargas de um balneário ou de um quarteirão habitacional populoso. É tentador imaginar que aí se situavam as termas públicas que, em regra, as cidades possuíam nas imediações do forum. A descoberta de um alinhamento de pilares, nesse local, sugere a existência de uma fachada porticada, solução que parece mais convincente do que um pórtico corrido ao longo do decumanus. Com efeito, a articulação da via porticada com a fachada oeste do criptopórtico não se mostra fácil, sobretudo, tendo em atenção o fontenário (fig. 6) que, muito próximo, a ela se adossava e diante do qual se abriria, por certo, uma praceta.

O paço episcopal

Após a tomada de Aeminium, na segunda metade do séc. V, pelos invasores germânicos, o forum caiu em desuso e ruína. Das novas ocupações que essa zona nobre da cidade foi tendo, nada se conhece com rigor até ao séc. XI.

Com efeito, o final deste século aparece como o período mais provável para a construção do claustro pré-românico pertencente à primitiva igreja de S. João de Almedina, mencionada em documento de 1083. Situa-se no quadrante nordeste da área que viria a ser ocupada pela residência episcopal, tendo os seus primeiros vestígios surgido em 1895-96, quando se procedia a uma remodelação do Paço.

Terão os bispos habitado aqui desde a transferência da diocese, de Conimbriga para Aeminium? Datará a sua instalação do séc. XI, após a Reconquista em 1064? Ou apenas do século seguinte?

Entre 1128 e 1131, por ordem do bispo D. Bernardo, procedia-se à construção de nova igreja que, até finais do séc. XVII, funcionou como capela episcopal.

Os elementos deste templo conservados in situ permitem verificar que tinha largura superior à própria catedral e sugerem que, eventualmente, a sua localização e dimensão correspondiam a pré-existências da época romana. Aliás, é fácil de comprovar que a residência episcopal e as duas sucessivas igrejas se situaram na área do forum ocupada por edifícios. À praça viria a corresponder, desde esses tempos medievos, o pátio grande, usado pelos bispos como cemitério, até tarde.

Interessante é o empenho dos prelados em estender a sua propriedade a toda a plataforma definida pelo criptopórtico, conforme atestam documentos, datados da segunda metade do séc. XII, relativos a compras e permutas de prédios pertencentes a particulares.

A porta de arco ultrapassado, coroada de ameias (fig. 7), que se encontra no exterior do edifício, fazia parte da cerca que, justamente a partir dos finais do séc. XII, delimitava e defendia o Paço e o seu terreiro.

Nada mais, de concreto, se conhece da evolução da residência dos bispos, até finais do séc. XVI, quando D. Afonso de Castelo Branco procedeu, entre outras obras, à remodelação do bloco sul, ao lançamento da varanda (fig. 8) atribuída a F. Tércio e à substituição do portal onde, além da data gravada – 1592 – se podem ver o seu brasão e o de D. Jorge de Almeida, seu antecessor, que no início de Quinhentos procedera à primeira grande reforma das casas, nomeadamente a mais antiga, a norte, que no séc. XIX ainda mantinha tetos ‘mudejar’ e outros elementos dessa intervenção, em estilo manuelino.

Durante o séc. XVII ocorreram outras alterações, como os tetos de caixotão do bloco sul e a fonte do pátio grande, mas de todas as mudanças que o Paço sofreu, a mais significativa foi a substituição da igreja românica pela que hoje constitui anexo do Museu (fig. 9). Deve-se o novo templo a D. João de Melo que presidiu aos destinos da diocese entre 1684 e 1704; ao mudar a orientação do templo, permitiu-lhe o acesso direto a partir da rua, conferindo ao pátio uma intimidade que nunca tivera.

Do séc. XVIII, guardam-se alguns lambris de azulejo policromo no bloco sul e na ala nascente. De lamentar é que, na segunda metade do séc. XX, se tenham apeado os painéis que reproduzem os edifícios projetados no âmbito da Reforma universitária levada a cabo por D. Francisco de Lemos, bispo/reitor.

Com projeto do Eng.º Adolfo Loureiro, o bloco norte recebe, no séc. XIX, uma reformulação que inclui o pátio anexo, tomando o edifício feição neo-manuelina (fig. 10). Não obstante tais obras, o estado geral do Paço, no final do século, é tão degradado que D. Manuel de Bastos Pina se vê forçado a deixá-lo.

O museu

Em 10 de fevereiro de 1912 o Paço é cedido à Câmara Municipal de Coimbra, mediante pagamento de uma renda, para instalação do Museu, iniciando-se logo no mês seguinte as obras mínimas de adaptação, graças a um particular, Manuel Rodrigues da Silva, que adianta do seu dinheiro para garantir a inauguração, em outubro do ano seguinte.

Embora ansioso por manter o museu regularmente aberto, cumprindo a missão pedagógica que lhe era tão cara, A. Augusto Gonçalves não hesita em mudar ou fechar secções para melhorar as condições de exposição.

A luz é, para si, um elemento fundamental; outro é o arranjo das salas; outro ainda, a segurança. Num edifício cujo interior é tão escuro e compartimentado, sonha com uma intervenção profunda a que sempre faltará projeto global desenhado e financiamento adequado. Apenas no rés do-chão pode deixar o seu cunho.

Muito interessante é a decisão de fechar as salas de pintura, em 1914, para ampliar o espaço expositivo e dotá-lo de luz zenital (fig. 12), no intuito de melhorar o controlo da temperatura excessiva, no verão. No ano seguinte, Gonçalves recebe a verba necessária a essa obra e também ao início da adaptação da igreja de S. João de Almedina, entretanto secularizada. Esta dá lugar a um processo controverso, pois o Conselho de Arte Nacional é desfavorável à utilização do templo para fins museais.

No entanto, a secção de arte sacra acaba por ser aberta ao público na igreja, em 1923. A instalação tem caráter reversível e apenas a fachada sofre com a intervenção: dois janelões rasgam-na a meia altura, sem razão aparente, e alarga-se o óculo e as frestas ao nível inferior.

Com Vergílio Correia na direção, os edifícios que compõem o Museu vão sofrer reforma mais profunda, de acordo com um plano global, elaborado em 1935, que irá sendo executado morosamente, em função do escasso financiamento anual.

De 1933-35 datam as suas primeiras intervenções, ainda pontuais: início do desaterro do criptopórtico e da zona correspondente à igreja românica, aplicação dos portais de Santo Agostinho e S. Tomás (fig. 13), recolhidos, respetivamente, do Convento de Santa Ana e do Colégio de S. Tomás, já secularizados.

O seu programa é norteado por duas preocupações essenciais: o respeito pelos edifícios (valorizando a arquitetura) e a lógica expositiva. Consequentemente, começa a libertar as fachadas do pátio dos painéis de azulejo montados por A. Augusto Gonçalves, fecha ou modifica aberturas aleatórias e procede à desobstrução da porta medieval da cerca, recuando o canto sudeste do edifício e alterando o terreiro fronteiro (fig. 7). É ainda, neste período, que as fachadas sul e poente do edifício são totalmente refeitas (fig. 14).

Paralelamente, monta no local original o que restava do claustro pré-românico (fig. 15), ergue sobre ele um pavilhão de dois andares destinado a exposição e inicia outro, contíguo ao portal de S. Tomás, para as carruagens episcopais e arrecadação.

Do mesmo plano fazem parte a reforma geral de telhados, tetos e soalhos antigos bem como dos dois pisos do bloco norte, incluindo o pátio que o serve.

Em 48, as salas de exposição da ala sul são dotadas de eletricidade a pedido dos organizadores da exposição que acompanhará o XVI Congresso Internacional de História de Arte.

A construção do edifício anexo para os serviços técnicos e administrativos, no espaço antes ocupado pelo Instituto de Coimbra, no gaveto nordeste, só irá ter início na década de 50, sob a direção de L. Reis Santos.

A este diretor ficará a dever-se a ligação interna dos dois pisos (fig. 16), no ângulo sudeste, o que torna o percurso de visita mais cómodo e lógico. A igreja anexa é definitivamente libertada de coleções, funcionando como sala de concertos e conferências. Dota-se, pela primeira vez, o Museu com uma boa sala de exposições temporárias servida por entrada própria, pela Couraça dos Apóstolos.

Entre 1952 e 1962, as galerias do piso superior do criptopórtico são completamente esvaziadas e procede-se ao restauro das abóbadas. A sua abertura ao público ocorrerá dez anos depois.

Apesar dos sucessivos melhoramentos, as áreas são insuficientes e as infraestruturas não respondem aos quesitos de um museu moderno. A decisão de transferir para o pátio norte a ‘Capela do Tesoureiro’ – uma das melhores obras que João de Ruão executou para o Convento de S. Domingos – agrava, a partir de 1967, as dificuldades de circulação interna e cria sérios problemas de conservação ao edifício e à própria capela (fig. 17).

18. Maqueta. Projeto de G. Byrne para ampliação do Museu, 2004.

18. Maqueta. Projeto de G. Byrne para ampliação do Museu, 2004.

Assim, na década de 80, inicia-se um processo de aquisição do terreno adjacente, a oeste, para ampliação do Museu, no âmbito de um programa – apenas consolidado no final de 90 – que contemplará, simultaneamente, todos os aspetos estruturais e expositivos. As obras que hão de concretizá-lo e as sondagens arqueológicas e geo-técnicas que as antecedem, obrigam ao encerramento total em 2004.

Passado quase um século sobre a data da sua fundação, o Museu Nacional de Machado de Castro adapta-se às exigências de um novo conceito museológico, conferindo nova imagem aos aspetos essenciais de uma identidade plenamente consolidada.